Com o passar dos anos o meu carnaval tem se tornado cada vez mais contemplativo, nem por isso, menos interessante. A participação na rua, ainda possível, me torna um observador privilegiado, com senso crítico apurado, colhido em décadas de folia. Passei pelo corso na Rua da Concórdia, Aurora, Nova e Imperatriz, pelos grandes clubes sociais, Internacional, que não abrigava coisas como Cafuçu e similares, mas, o autêntico e verdadeiro carnaval. O Clube Português, Náutico, as manhãs de sol do Sport, Baile dos Casados no Atlético, todos com orquestras de frevo e músicos locais faziam a alegria do folião. Na Pracinha do Diário a concentração dos clubes, troças, blocos, caboclinhos, maracatus, ursos, todos no mesmo local, respeitando dia e hora, além é claro as características de cada agremiação. Os tempos são outros, o público cresceu, o número de agremiações também, outros interesses, além de fazer um bom carnaval surgiram para gerar receita. Foram criadas empresas para administrar os clubes, tornando assim, o lucro, a coisa mais importante. Falando desse jeito, parece que sou um saudosista empedernindo, conservador, aquele que quer um carnaval estático, sem mudanças. Não. Sei que isso não é possível, porém defendo a manutenção das nossas tradições, das origens, da cultura milenar, pois é isso que os pernambucanos gostam e os turistas querem ver. Quem vai para o Rio de Janeiro no carnaval quer ouvir samba, quem vem para o Recife quer ouvir frevo, cada macaco no seu galho.
Com o passar dos anos o meu carnaval tem se tornado cada vez mais contemplativo, nem por isso, menos interessante. A participação na rua, ainda possível, me torna um observador privilegiado, com senso crítico apurado, colhido em décadas de folia. Passei pelo corso na Rua da Concórdia, Aurora, Nova e Imperatriz, pelos grandes clubes sociais, Internacional, que não abrigava coisas como Cafuçu e similares, mas, o autêntico e verdadeiro carnaval. O Clube Português, Náutico, as manhãs de sol do Sport, Baile dos Casados no Atlético, todos com orquestras de frevo e músicos locais faziam a alegria do folião. Na Pracinha do Diário a concentração dos clubes, troças, blocos, caboclinhos, maracatus, ursos, todos no mesmo local, respeitando dia e hora, além é claro as características de cada agremiação. Os tempos são outros, o público cresceu, o número de agremiações também, outros interesses, além de fazer um bom carnaval surgiram para gerar receita. Foram criadas empresas para administrar os clubes, tornando assim, o lucro, a coisa mais importante. Falando desse jeito, parece que sou um saudosista empedernindo, conservador, aquele que quer um carnaval estático, sem mudanças. Não. Sei que isso não é possível, porém defendo a manutenção das nossas tradições, das origens, da cultura milenar, pois é isso que os pernambucanos gostam e os turistas querem ver. Quem vai para o Rio de Janeiro no carnaval quer ouvir samba, quem vem para o Recife quer ouvir frevo, cada macaco no seu galho.
